TRATADO ENTRE O GOB E A GLUI (1912)
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TRATADO ENTRE O GOB E A GLUI (1912)

Ano:
1912

Sinopse

O tratado firmado em 1912 entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja Unida da Inglaterra representa um marco na busca de reconhecimento internacional da maçonaria brasileira junto às potências consideradas regulares. O acordo estabeleceu bases de reconhecimento mútuo, definindo critérios de regularidade, legitimidade e soberania entre as duas instituições. Nele, o Grande Oriente do Brasil comprometeu-se a alinhar sua prática maçônica aos princípios tradicionais defendidos pela Grande Loja Unida da Inglaterra, especialmente no que diz respeito à crença no Grande Arquiteto do Universo, à observância dos Landmarks e à exclusividade territorial de jurisdição. O tratado também visava assegurar relações fraternais entre os maçons das duas obediências, regulando visitas, intercâmbios e o reconhecimento de membros, além de reforçar a necessidade de uma estrutura organizacional estável e reconhecida como legítima no cenário internacional. Ao mesmo tempo, o documento evidencia o esforço do Grande Oriente do Brasil em consolidar sua posição como potência regular perante a maçonaria universal, aproximando-se do modelo anglo-saxão e distanciando-se de correntes consideradas irregulares ou liberais. Historicamente, o tratado de 1912 possui grande relevância por simbolizar a inserção da maçonaria brasileira no circuito internacional de reconhecimento, além de revelar as tensões e disputas internas sobre os critérios de regularidade que marcariam o desenvolvimento institucional da maçonaria no Brasil ao longo do século XX.