Histórico

A Academia Amazonense Maçônica de Letras (AAML) nasceu do ideal de promover a cultura, a leitura e a produção intelectual no seio da Maçonaria amazonense, ao mesmo tempo em que buscava aproximar as Potências maçônicas regulares Estado do Amazonas, sendo elas a Grande Loja Maçônica do Amazonas e o Grande Oriente do Brasil.

A concepção da Academia Amazonense Maçônica de Letras resultou da convergência de esforços de um grupo de maçons comprometidos com a promoção da cultura, da fraternidade e do diálogo interinstitucional no âmbito da Maçonaria amazonense. O convívio entre estes Maçons favoreceu a construção de um ambiente propício à aproximação entre maçons vinculados ao Grande Oriente do Brasil e à Grande Loja Maçônica do Amazonas, historicamente distanciados desde a cisão de 1927. Nesse contexto, consolidou-se o núcleo fundador da Academia, integrado por irmãos das duas Potênciass, unidos pelo propósito comum de fomentar a cultura, a leitura e a produção intelectual maçônica no Estado do Amazonas.

Este grupo, composto inicialmente por, Humberto Figliuolo, Jorge Humberto Barreto e Syla Guimarães do Valle, da Grande Loja Maçônica do Amazonas (GLOMAM) e Robério Braga, Almir Farias Rivas, Arlindo Augusto dos Santos Porto, Antonio Osman de Andrade Neto e José Maria de Souza Martins, vinculados ao Grande Oriente do Brasil, formando o núcleo fundador da futura Academia.

Inspirado por contatos realizados no Rio de Janeiro com a Academia Maçônica de Letras daquela cidade e com seu então presidente, o General Morivalde Calvet Fagundes, Robério Braga lançou o desafio de fundar, em Manaus, uma academia maçônica de letras que reunisse mestres-maçons do GOB e da GLOMAM. Os objetivos centrais do projeto eram: a criação de uma academia maçônica de letras no Amazonas; a promoção da aproximação institucional e fraterna entre os dois grupos maçônicos do Estado; e o estímulo estatutário à leitura, à pesquisa e à produção intelectual, tornando-se a AAML um pólo fomentador da cultura maçônica.

A Assembleia Geral de Fundação da Academia Amazonense Maçônica de Letras realizou-se às dezoito horas do dia 1º de fevereiro de 1980, na Rua Emílio Moreira, nº 1308, em Manaus. Na ocasião, Robério Braga expôs aos presentes os objetivos da reunião e os fundamentos da nova entidade, destacando seu caráter independente de Potência Maçônica e sua finalidade cultural. Foram então eleitos para conduzir os trabalhos da reunião Robério Braga, como Presidente, e Arlindo Augusto dos Santos Porto, como Secretário.

Durante a Assembleia, foram apresentados, lidos, discutidos e aprovados o Estatuto e o Regimento Interno da Academia, além de documentos complementares, como a relação de Cadeiras e Patronos. Na mesma oportunidade, foram aprovadas três resoluções fundamentais: a Resolução nº 001/80, que instituiu a primeira Diretoria da Academia; a Resolução nº 002/80, estabelecendo medidas básicas para o funcionamento da entidade; e a Resolução nº 003/80, que definiu o Quadro de Patronos e as chamadas “Poltronas de Fundação”.

A primeira Diretoria, denominada Diretoria Provisória, com mandato de um ano, ficou assim constituída:

Presidente: Robério dos Santos Pereira Braga Vice-Presidente: Jorge Humberto Barreto Primeiro Secretário: Arlindo Augusto dos Santos Porto Segundo Secretário: Osny Tavares de Araújo Tesoureiro: Humberto Figliuolo Bibliotecário/Museólogo: Antonio Osman de Andrade Neto

Na mesma Assembleia, foram concedidos títulos de Acadêmicos Honorários a destacadas lideranças maçônicas nacionais e estaduais, entre elas: Waldemir Zweiter, Osires Teixeira, Afonso Luís Costa Lins, Ananias Barbosa, Manoel Ribeiro, Luiz Braga Mury e Morivalde Calvet Fagundes, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Maçonaria e à cultura maçônica.

Ao final da reunião de fundação, foi convocado novo encontro para o dia 7 de fevereiro de 1980, na sede provisória da entidade, situada à Rua Henrique Martins, nº 347, em Manaus.

Três meses após sua fundação, a Academia Amazonense Maçônica de Letras foi declarada entidade de utilidade pública pelo Governo do Estado do Amazonas, fato que reforçou as expectativas de um futuro promissor e consolidou a AAML como instrumento relevante para a divulgação, preservação e valorização da cultura e das letras maçônicas no Estado.

Quadro Acadêmico

O Quadro Acadêmico da Academia é composto exclusivamente por Mestres Maçons das Potências Grande Loja Maçônica do Amazonas (GLOMAM) e Grande Oriente do Brasil (GOB), por intermédio do Grande Oriente do Estado do Amazonas (GOEAM), refletindo o caráter plural e integrador da Instituição.

A Academia é constituída por quarenta cadeiras vitalícias, ocupadas por maçons oriundos dos mais diversos campos das atividades culturais, intelectuais e profissionais. O funcionamento do Quadro Acadêmico, bem como o exercício das atividades acadêmicas e a realização das sessões, são disciplinados por Estatuto e Regimento Interno próprios, que asseguram a observância dos princípios, finalidades e tradições da Instituição.